Atividade: “Visita à Feira dos Gorazes” – SJD

Hoje foi um dia diferente para os nossos utentes. Depois de dois anos de ausência devido à pandemia, este ano os Gorazes regressaram a Mogadouro, e como não podia ser de outra forma, os nossos utentes foram visitar a feira. Fizemos compras, demos brilho aos sapatos e apreciamos as montras. 

“Vacinação Contra a COVID-19 e Gripe” – SAD

Com o início da nova fase de campanha de vacinação contra a covid-19 e gripe, e como já é habitual, o SAD prestou o transporte e acompanhamento nesta campanha! Dia 13/10/2022 decorreu com os utentes de Vila de Ala, Santiago e Estação de Mogadouro

“Eucaristia das Aparições de Fátima” – SCMM

No dia 13 de outubro, foi realizada uma Eucaristia na Igreja da Misericórdia para comemorar o encerramento das comemorações das Aparições de Fátima. 

Estiveram presentes os idosos e as crianças da instituição. Contamos ainda com a presença de alguns elementos da direção da SCMM, colaboradores e com o coro paroquial que abrilhantou a eucaristia com os seus cânticos. 

Atividade: “Movimento Sénior” – ERPI SJB

Não dispensamos as nossas aulas de educação física!

Atividade: “AtivaMente” – ERPI SJD

Hoje trabalhamos a mente através de vários exercícios de estimulação cognitiva. 

Atividade: “AtivaMente” – ERPI SJB

Tarde de estimulação, com a realização de atividades para trabalhar a motricidade e o tato.

“Visita à Quinta da Avó” – ERPI SJB

Hoje iniciamos o dia com uma visita à Quinta da Avó, e desta vez ajudamos a colher feijão verde.

Atividade: “AtivaMente” – ERPI Bruçó

Hoje trabalhamos a motricidade fina e a concentração. 

Atividade: “Passeio no Exterior” – ERPI SJB

Continuamos com os nossos passeios pelo exterior, enquanto o bom tempo permitir.

“Castigos Sim ou Não?” – Infância

Os gritos não educam!

Eles ensurdecem o coração, bloqueiam o pensamento e tornam a criança violenta e agressiva!

Um castigo é uma sanção usada para reprimir uma conduta considerada incorreta e pode ter carácter educativo ou disciplinar.

Estabelecer regras claras, saber mantê-las e ser assertivo é fundamental. Quando as regras não são cumpridas, a primeira coisa a analisar á a intenção: se a criança fez de propósito ou não.

Deve também dar-se sempre uma oportunidade de a criança se explicar, mesmo que ela demore algum tempo (porque está assustada e a tentar compreender o que se passou). O “Cala-te!”, quando ela tenta explicar-se, é castrador e não a encoraja a pensar porque é que as coisas aconteceram desta forma.

No meu entender bem como da restante equipa do Pré-Escolar da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro o valor e o peso do significado da palavra “castigo” têm uma conotação mais penosa. Dito isto, a utilização da palavra consequência, alia-se a coisas mais construtivas, permite à criança sentir que para qualquer situação há consequências, positivas ou negativas, com as quais todos temos de lidar, e o “castigo” tem um valor muito limitado porque a criança não reage por compreensão, mas sim por medo, não reflete, apenas reage emotivamente e sente a reação de quem o castigou (zangado, furioso, chateado…).

É fundamental que o adulto esteja disponível para perceber por que a criança teve uma reação descontextualizada caso contrario a consequência não tem o seu valor, a criança não aprendeu nada e o adulto “lavou as mãos”. Não se envolveu. E passa uma mensagem de indiferença, o que pode ter consequências catastróficas para a vida social futura da criança. Não se pensa, apenas se reage ou age! E como podemos pedir a uma criança que consiga controlar o seu comportamento, quando o adulto não o consegue fazer?

Se os pais/educadores têm atitudes só repressivas em vez de educativas, até podem conseguir resultados, mas será sempre pela via do medo (castigo).

Torna-se pois, fundamental, mudarmos de paradigma. É necessário abandonar os modelos de educação pela força, pela lei do mais forte!

Devemos tentar evitar que as frustrações que trazemos de fora (do emprego, do trânsito ou seja do que for) não tenham qualquer influência na avaliação de determinadas atitude incorretas. As crianças não são bodes-expiatórios nem culpadas pela desorganização do mundo em que vivemos (e que, em certa medida, fomos nós, adultos, que construímos sem consultar as crianças).

A assertividade e o afeto são fundamentais em todo o processo educativo, acima de tudo devemos educar com amor e humildade!

É urgente educar num ato construtivo e positivo!

“O que é ser pai? E mãe? E amigo?” – Infância

Serão questões fáceis de responder? O que dirias a quem te disse-se “eu sou o melhor amigo do meu filho”?

Quando eu parei para pensar, e quando digo “eu”, eu no meu papel de educadora do pré-escolar da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro, não tinha uma resposta direta, porque teria muito para dizer… Mas será assim para todas as pessoas? Será o meu significado do que é ser pai, mãe e amigo igual ao significado do que é ser pai, mãe e amigo para as outras pessoas?

Não é! Porque tal como aquela expressão de que todos vamos ao cinema, mas todos vemos filmes diferentes, as nossas construções de significados são diferentes.

São uma manta de retalho… vamos construindo o seu significado através de vários bocadinhos soltos que as pessoas nos vão explicando ou vamos percebendo pelo contexto. Em jeito de uniformização, e também por muita curiosidade de perceber o que o dicionário diz sobre o que é ser mãe e pai, palavras que não saem da nossa boca, ou pelo contrário, estão sempre a sair da nossa boca… recorri a ele, ao dicionário. Segundo este, um pai é aquele que procriou um ou mais filhos; progenitor. Já no sentido figurado, pai é o autor, é o chefe de uma série de descendentes, é um protetor. Mãe é uma mulher ou fêmea que teve um ou mais filhos. No sentido figurado é fonte, causa. Amigo, segundo o dicionário é aquele que ama ou que nos tem amizade; e amizade é afeição por uma pessoa, simpatia, dedicação, atração. Confesso que fiquei desiludida com o que o dicionário me disse. Em especial em relação à “mãe”. Acrescentando que o que salvou “pai” de uma “desilusão” igual foi a palavra “protetor”. O que me intriga por outro lado, porque uma mãe também é uma protetora….

Voltando à desilusão…estaria eu à espera de romantismo? Estaria eu à espera de ler nele a minha manta de retalhos? Limitou-se à biologia, ao científico, ao racional…. vamos ter que expandir, e neste caso com expandir refiro-me ir buscar as minhas experiências e aprendizagens. Sendo assim e recorrendo á minha manta de retalhos, ter um/a amigo/a, muitas vezes um/a melhor amigo/a, é ter alguém com quem pudemos contar para tudo e confiar segredos que nem aos pais queremos contar. São as pessoas que achamos que nos compreendem melhor, porque muitas vezes são nossos pares, ou seja, são da nossa idade, geração, turma, enfim, um monte de comunalidade.

Para mim ser amigo também é ser gentil, carinhoso, generoso, bom ouvinte… Os pais também são as pessoas com quem pudemos contar para tudo e na minha manta de retalhos num degrau superior aos amigos. Digo isto devido ao amor pelos seus filhos, que na boca dos pais é incondicional, mas consciente da existência de exceções, onde a ligação com os amigos se torna superior à ligação com os pais… Um pai e uma mãe têm características em comum com um amigo. A gentileza, a generosidade, a capacidade de ser um bom ouvinte….

Mas um pai e uma mãe também são educadores e como mencionado por Augusto Cury: “educar é uma tarefa de extrema complexidade, que pode ser mais difícil do que gerir uma empresa com milhares de funcionários ou uma nação com milhões de pessoas” Claro que um pai tem que ser amigo do seu filho, porque muitas características de um amigo estão incluídas no pacote do que é ser um pai e uma mãe, mas de facto, são papeis diferentes! Imaginem o paradoxo que seria o seguinte exemplo. Um pai/mãe está no seu papel de pai/mãe e impõe um certo limite ao seu filho depois de algo não muito feliz feito por ele.

Logo de seguida, encarna o papel de amigo do seu filho e diz: “olha que a tua mãe até está certa, não devias ter feito isso, mas agora deixa lá a tua mãe e vamos brincar…” Imaginem a enorme confusão que iria ser para um adulto, quanto mais para uma criança! Tudo isto para dizer que sim, um pai/mãe deve ser amigo do seu filho, mas dentro do seu papel de pai/mãe e deixar para o amigo o papel de amigo!