Bragança: Um milhão de euros para segurança nos lares de idosos do distrito

O distrito de Bragança foi hoje contemplado com mais de um milhão de euros para melhorar a segurança em 22 lares de idosos com quartos sobrelotados e onde faltam desde sistemas de detecção de incêndios a campainhas de chamada.

Esta realidade é comum a outros equipamentos sociais do género por todo o país, o que levou o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social a criar uma medida de apoio à segurança dos equipamentos sociais, denominada MASES.

A MASES disponibiliza, numa primeira fase, 25 milhões de euros que estão a ser distribuídos pelos 18 distritos do país.

Para o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro, João Henriques, este programa “vem ajudar a resolver os problemas que os relatórios da Segurança Social permanentemente apontam ao lar de idosos” daquela instituição.O provedor concorda que “não se podem ter idosos naquelas circunstâncias”, com cinco utentes a partilharem um quarto.O lar da Misericórdia de Mogadouro é o que mais recebe no distrito de Bragança, mais de 328 mil euros, para instalar equipamentos e reaproveitar o espaço, criando condições para ter no máximo dois idosos por quarto.A instituição tem a seu cargo mais de oitenta mil euros do total dos 410 mil necessários, mas o provedor garante estar em condições de arrancar de imediato com as obras, que espera executar até ao Verão.

O lar de idosos tem 80 utentes e vai manter a mesma capacidade, apesar de ter uma lista de espera com mais de 100 pessoas.

O envelhecimento e isolamento da população fez disparar, disse, o número destes equipamentos sociais no Nordeste Transmontano, que supera a centena, e nem sempre com as condições necessárias de funcionamento, sobretudo os mais antigos.Aos 22 contemplados hoje com verbas, em Bragança, faltam equipamentos, climatização, sistemas de detecção de incêndio e campainhas de chamada nos quartos.Para a directora distrital da Segurança Social, Teresa Barreira, esta medida “inicia um ciclo de reposição de situações que deviam estar regularizadas há muito tempo e que vêm dar mais tranquilidade a todos”.“Um idoso que está no seu quarto durante a noite, muitas vezes até pelo próprio fenómeno do medo que o assola, se sentir que tem uma campainha para poder tocar e ser assistido de imediato, terá noites muito mais tranquilas”, afirmou.

Sustentou, ainda, que “a tranquilidade deles é a seguramente a nossa tranquilidade também”.

HFI.

 

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